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Comparativo de Evolução

Versão Anterior

12 Out, 2023 • 14:30

Nota Geral
720

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema muito grave que vem ocorrendo há décadas. Desde o Brasil Colônia, o patriarcalismo moldou as relações sociais, colocando a figura masculina em uma posição de superioridade. Isso faz com que muitas mulheres sofram abusos diários, sejam eles físicos ou psicológicos.

Em primeiro lugar, é importante notar que a legislação, embora exista, nem sempre é eficaz. A Lei Maria da Penha foi um grande avanço, mas muitas vezes a fiscalização é falha e as medidas protetivas demoram a sair. Além disso, o medo de denunciar ainda paralisa grande parte das vítimas, que dependem financeiramente de seus agressores.

Outro ponto é a cultura do machismo estrutural. A mídia e a publicidade, por muito tempo, objetificaram o corpo feminino, reforçando estereótipos de submissão. As escolas também não falam muito sobre isso, o que perpetua o ciclo de violência nas novas gerações. Sem educação adequada, meninos crescem acreditando que violência é uma forma válida de resolução de conflitos ou de afirmação de poder.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O governo deve investir mais em delegacias da mulher. A escola deve palestrar sobre o assunto. Somente assim, o problema vai acabar e teremos uma sociedade mais justa.

Versão Atual

14 Out, 2023 • 16:45

Nota Geral
840

A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira apresenta-se como um desafio intrínseco à formação histórica do país. Remontando ao Brasil Colônia, o patriarcalismo estruturou as relações sociais, consolidando a figura masculina em uma posição de hegemonia. Tal conjuntura fomenta um cenário onde inúmeras mulheres são submetidas a abusos cotidianos, que transcendem a agressão física e atingem a esfera psicológica.

Mormente, é imperativo pontuar que a legislação vigente, a despeito de sua existência, enfrenta obstáculos na sua aplicabilidade plena. A Lei Maria da Penha representou um marco jurídico, contudo, a morosidade estatal na concessão de medidas protetivas e a ineficiência fiscalizatória ainda persistem. Ademais, a dependência financeira atrelada ao medo de represálias silencia uma parcela significativa das vítimas, perpetuando a impunidade.

Outrossim, o machismo estrutural atua como um agente perpetuador dessa violência. A mídia e a publicidade, historicamente, corroboraram para a objetificação feminina, reiterando estereótipos de submissão. Paralelamente, a ausência de debates consistentes no ambiente escolar contribui para a manutenção desse ciclo nefasto. A carência de uma educação socioemocional permite que jovens reproduzam comportamentos agressivos como ferramentas de autoafirmação.

Portanto, urge a adoção de medidas mitigadoras para o impasse. Cabe ao Ministério da Justiça, em parceria com os governos estaduais, ampliar o número de Delegacias da Mulher e capacitar os agentes para um atendimento humanizado. Simultaneamente, o Ministério da Educação deve instituir, na Base Nacional Comum Curricular, debates obrigatórios sobre equidade de gênero. Somente através dessas ações conjuntas, será possível desconstruir o legado patriarcal e edificar uma nação verdadeiramente isonômica.